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  • Caio Salles

Raia brasileira é registrada em latitudes nunca antes vista

Em estudo publicado na revista Frontiers in Marine Science, pesquisadores Liderados por Mark Stoeckle, da Universidade Rockefeller, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, identificaram a presença frequente na região de Nova Jersey de espécies normalmente encontradas em águas mais quentes: a raia focinho de vaca (Rhinoptera brasiliensis) e o Kingfish do Golfo, (Menticirrhus littoralis).

Por dois anos, pesquisadores coletaram amostras da água duas vezes por mês na região de Nova Jersey para analisar o DNA ambiental, chamado de eDNA, e, através da comparação com bacos genéticos, identificaram um padrão migratório diferente dessas duas espécies. A raia nunca havia sido registrada nos Estados Unidos ao norte do Golfo do México e o Kingfish do Golfo nunca foi registrado ao norte de Chesapeake Bay, em Virgínia, cerca de 400 quilômetros ao sul. Os dados genéticos ainda foram reforçados pelo encalhe de uma raia cara de vaca em uma praia da região.

Segundo os pesquisadores, o DNA contido nas células é destacado da mucosa externa de um peixe enquanto ele nada, por exemplo, ou em suas excreções, em fragmentos de tecido jogado em combate com um predador, ou após morte ou lesão. Dr. Stoeckle ainda explica que o DNA se decompõe e se dispersa poucos dias após a partida de um animal, mas permanece na água, apesar das correntes e marés, tempo suficiente para detectar a presença passageira de uma espécie.

O fato de espécies de águas mais quentes apresentarem este comportamento migratório para águas normalmente mais frias pode ser consequência do aquecimento global e das águas do oceano.




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