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February 27, 2019

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Primeira condenação por Shark Finning na Costa Rica

Uma corte da Costa Rica, pela primeira vez, aplicou multas para a prática de retirada das barbatanas de tubarão, conhecido como Shark Finning, e condenou à prisão a proprietária do negócio de Taiwan.

 

 

 

O Shark Finning é um sério problema na Costa Rica, que envolve o crime organizado e a máfia Taiwanesa. A sopa de barbatana de tubarão é muito apreciada em diversos restaurantes asiáticos, onde um prato pode custar cerca de 100 dólares. Assim, a Costa Rica passou a contribuir significativamente para o mercado de barbatanas de tubarão desde a década de 1990.

 

Contraditoriamente, a Costa Rica tornou-se recentemente em um exemplo de sustentabilidade e conservação dos recursos naturais. O governo tem se envolvido em iniciativas para o controle das populações de tubarões de forma mais responsável. Mais notadamente, o país baniu o shark finning desde 2012. O governo também integrou esforços com outros países para incluir o tubarão-martelo nas resoluções de preservação da Convenção de espécies migratórias e animais selvagens realizadas em 2016.

 

A corte de Putarenas recebeu a denúncia do recente caso de “shark finning” ilegal contra a tawainesa dona do negócio e, consequentemente, sentenciou-a a seis meses de prisão. Autoridades encontraram seu barco de pesca, o Ian Jia Men 88, em outubro de 2011 com 151 tubarões sem suas barbatanas. O caso, que havia sido inicialmente arquivado em 2014, teve um recurso julgado e deu o veredito como culpada.

 

Apesar deste desenvolvimento positivo, ainda há muito trabalho a se fazer na Costa Rica. O Conselho Representativo de Autoridades Científicas está atualmente considerando um pedido de exportação de 690 quilos de barbatanas de tubarão-martelo da Costa Rica para a Ásia. A Smalley Development S.A. enviou o pedido para a exportação, o que foi muito criticado por ambientalistas. O pedido pretende mostrar que retirando tantos tubarões não afetaria negativamente a população de tubarões-martelo e que não atenta contra a lei de preservação de vida selvagem da Costa Rica. No entanto, não há nenhuma evidência de que sugira que as populações de tubarão-martelo tenham se recuperado suficientemente para justificar uma permissão deste tipo. A atual questão ameaça a imagem internacional do país como um líder em conservação da natureza. 

 

Por outro lado, a sentença pela prisão da empresária Taiwanesa é uma clara mensagem que a Costa Rica não irá tolerar shark finning em suas águas.

 

A matéria original em inglês pode ser acessada aqui:
http://scubadiverlife.com/first-criminal-charges-shark-finning-costa-rica/

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