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Mergulhando aos 73 anos


Quem visita o Monumento Natural dos Morros do Pão de Açucar e Urca aos fins de semana pela manhã e encontra na entrada da pista Claudio Coutinho uma voluntária dando informações sobre a Unidade de Conservação, as regras de visitação, a fauna e flora da região, pode não imaginar que está falando com uma das pioneiras do mergulho no Rio de Janeiro e um exemplo de amor à natureza.

Iracema Brandão mergulha desde os três anos de idade. Na juventude, enquanto trabalhava como professora, sonhava em ser mergulhadora profissional para limpar cascos de navio, emprego que dava bom dinheiro na época. Mas a década de 70 do século passado não era, digamos assim, a melhor para uma mulher conseguir trabalho em ambientes masculinos e machistas. A gravidez e a chegada da filha no início dos anos 80 a afastou alguns anos do mergulho, mas a paixão pelo oceano seguiu. No início dos anos 2000 conheceu o mergulho recreativo e os equipamentos que hoje nos permitem ir para o fundo do mar com mais segurança e conforto. Aproveitou anos de viagens a Abrolhos, Caribe, entre outros pontos de mergulho pelo Brasil, até dar uma pausa.

Agora, aos 73 anos, está de volta para desfrutar das belezas submarinas do Rio de Janeiro. Desta vez, ela foi ao Monumento Natural das Ilhas Cagarras, a primeira Unidade de Conservação marítima da cidade do Rio de Janeiro. Veja que para mergulhar não tem idade. Basta disposição e boa vontade.


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