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Campanha pela proteção do corredor entre Galápagos e as Ilhas Cocos



No meio do oceano Pacífico, as Ilhas Galápagos são muito importantes para a biodiversidade de vida marinha do planeta. O local onde Charles Darwin tirou as principais conclusões para a Teoria da Evolução das Espécies guarda uma quantidade grande de espécies endêmicas, ou seja, que só são encontradas nas Ilhas Galápagos, que fazem parte do território do Equador, na América do Sul. Próximo a Galápagos, também no Oceano Pacífico, existem as Ilhas Cocos, outro conjunto de ilhas riquíssimo em vida marinha, pertencentes à Costa Rica, na América Central. Os dois conjuntos de ilhas, que são verdadeiros paraísos para o turismo de mergulho e o ecoturismo, já tem suas áreas marinhas protegidas legalmente por seus respectivos países. No entanto, existe um corredor migratório de vida marinha que liga as Ilhas Galápagos com as Ilhas Cocos. Peixes, tubarões, tartarugas marinhas, baleias e golfinhos transitam entre os dois arquipélagos, extrapolando as áreas marinhas protegidas ao redor das ilhas. Por isso, além das áreas marinhas protegidas no entorno das Ilhas Galápagos e Ilhas Cocos, é importante que se proteja também este corredor migratório de vida marinha. Já houve casos de uma verdadeira invasão de uma frota de navios chineses na zona econômica exclusiva de Galápagos para a pesca ilegal e apreensões de toneladas de peixes pescados ilegalmente na área. Assim, a Mission Blue Alliance, por meio do programa de Hope Spots, ou Pontos de Esperança, já nomeou Cocos-Galápagos Swinway como um Hope Spot, ou seja, declarando esta área com atributos ambientais cientificamente comprovados e ameaças reais que precisam ser evitadas. Neste sentido, uma carta assinada por mais de 150 instituições internacionais de proteção à natureza, entre elas nós, do Projeto Verde Mar, o Instituto Baleia Jubarte e o Instituto Brasileiro para a Conservação da Natureza, foi publicada nos jornais New York Times e La Nacion. A carta é dirigida aos presidentes do Equador, Guillermo Lasso, e da Costa Rica, Carlos Quesada, pedindo que eles se unam para protegerem legalmente este corredor migratório de espécies de vida marinha. O movimento é liderado pela Turtle Island Restoration foundation e pede que a questão seja olhada com urgência.