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Crise climática torna a neve da Antártica verde


Partes da Península Antártica mudarão de cor com "neve verde" causada por algas.


A Antártica evoca imagens de um deserto branco ininterrupto, mas algas estão dando a partes do continente congelado um tom cada vez mais verde.

O aquecimento devido à crise climática está ajudando a formação e a propagação da "neve verde" e está se tornando tão forte em alguns locais que até é visível do espaço, segundo uma nova pesquisa publicada no fim de maio na revista Nature.

Embora a presença de algas na Antártica tenha sido observada em expedições antigas, como a empreendida pelo explorador britânico Ernest Shackleton, sua extensão total era desconhecida.

Agora, usando dados coletados ao longo de dois anos pelo satélite Sentinel 2, da Agência Espacial Européia, juntamente com observações no solo, uma equipe de pesquisa da Universidade de Cambridge e da British Antarctic Survey criou o primeiro mapa das algas no planeta.

A Base de Esperanza registrou a temperatura mais quente de todos os tempos no dia 21 de maio, a 65 graus Fahrenheit, cerca de 18ºC.


Musgos e líquenes são considerados os organismos fotossintéticos dominantes na Antártica - mas o novo mapeamento encontrou 1.679 florações de algas separadas que são um componente essencial na capacidade do continente de capturar dióxido de carbono da atmosfera.

O verde não é o único toque de cor na Antártica. Os pesquisadores agora estão planejando estudos semelhantes sobre as algas vermelhas e alaranjadas, embora isso seja mais difícil de mapear a partir do espaço.


Veja o artigo completo no link:

https://www.nature.com/articles/s41467-020-16018-w?ftag=MSF0951a18

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