Posts Recentes
Posts Em Destaque

Documentário sobre Alcatrazes

O Projeto Parques Nacionais lança no próximo dia 30 de julho o documentário sobre o Refúgio de Vida Silvestre de Alcatrazes, no litoral do estado de São Paulo. O trailer já está no ar no canal do Parques Nacionais no Youtube. Assista:


Alcatrazes é um arquipélago localizado a aproximadamente 40 km ao sul de São Sebastião, no litoral norte do Estado de São Paulo e abriga um dos maiores ninhais de aves marinhas do Atlântico Sul.


Depois de muitos com a visitação restrita ao arquipélago, desde dezembro de 2018 o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes iniciou as operações de mergulho autônomo e visita embarcada. A visitação é operada somente por empresas autorizadas pelo ICMBio e o visitante pode fazer mergulho autônomo e livre ou visita embarcada com mergulho de flutuação e observação de fauna marinhas (aves, peixes, mamíferos e tartarugas). O ICMBio não cobra taxa de ingresso no Refúgio de Alcatrazes. Os valores cobrados ao visitante são valores de operação das empresas cadastradas. O plano de manejo do Refúgio foi publicado em maio de 2017, nove meses após a sua criação, permitindo que o início das atividades de visitação pública ocorra de maneira ordenada e monitorada, minimizando possíveis impactos no ambiente. O ecoturismo no Refúgio de Alcatrazes foi planejado com base em mecanismos inovadores de gestão e experiências nacionais e internacionais e buscou conciliar a necessidade de conservação do arquipélago dos Alcatrazes com o turismo e colaborando com o desenvolvimento econômico da região.

O processo foi conduzido pela equipe do Refúgio com participação do seu conselho consultivo, da Marinha do Brasil, dos operadores de turismo e pesquisadores parceiros, em um planejamento participativo que incorporou as demandas dos diferentes setores em instrumentos de gestão flexíveis e descentralizados que foram pensados para atender as necessidades locais.

Foram criadas normas tanto para minimizar os impactos do turismo em Alcatrazes quanto para proporcionar uma experiência qualificada para o visitante. Os operadores foram cadastrados e capacitados, foi elaborado um vídeo de sensibilização e divulgação das normas padronizando as informações para os visitantes, as embarcações autorizadas passaram por adequações para retenção total de resíduos e atendimento as normas de segurança da Marinha do Brasil. Para evitar danos aos ambientes recifais e proporcionar maior segurança à operação foram instaladas poitas para parada das embarcações no arquipélago.

O Refúgio de Alcatrazes tem um contexto particular de criação, no qual o processo foi instruído e conduzido a partir de uma demanda dos atores locais e regionais por acesso ao arquipélago, que era interditado para navegação e, consequentemente, fechado à visitação pública. Durante o processo de criação da unidade, que inicialmente foi proposta na categoria Parque Nacional e durou cerca de 30 anos, a demanda de visitação pública foi um contraponto ao uso da região para treinamentos militares que restringiam as visitas da população ao local.

As unidades de conservação

O arquipélago dos Alcatrazes impressiona por sua beleza e abriga expressiva biodiversidade marinha e insular. Atualmente é protegido por duas unidades de conservação marinhas de proteção integral: a Estação Ecológica (Esec) Tupinambás, criada em 1987, para proteção de pequenas ilhas e parcéis no arquipélago, com área de 2.560,40 hectares; e o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes - Refúgio de Alcatrazes, criado em 2016, com área de 67.409,12 hectares e objetivos de conservação mais amplos, protegendo o arquipélago nas áreas fora da Esec, como a ilha de Alcatrazes e áreas marinhas no entorno. O Refúgio tem por objetivos conservar espécies ameaçadas, endêmicas e migratórias, e é a maior unidade de conservação marinha de proteção integral da plataforma continental brasileira das regiões Sul e Sudeste. Junto com a Esec Tupinambás, é a única área marinha de proteção integral do litoral norte do Estado de São Paulo, exercendo papel insubstituível na conservação de importantes processos ecológicos. Por abrigar uma das maiores biomassas de peixes recifais na costa brasileira, atua também como área de produção marinha de grande importância para a reposição dos estoques pesqueiros da região.

As duas unidades de conservação federais são administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que em Alcatrazes criou um arranjo administrativo na forma de núcleo de gestão integrada, o ICMBio Alcatrazes, para gerir as unidades numa perspectiva territorial, otimizando recursos, simplificando processos de gestão e dando foco nas demandas prioritárias estabelecidas no plano de manejo.


Inscreva-se no canal Parques Nacionais e ative a notificação para assistir ao documentário completo no lançamento: