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Pesquisadores sugerem que podemos ter passado do "ponto de não retorno" para a crise climática



Em artigo publicado na Scientific Reports da Nature, dois pesquisadores noruegueses demonstram que o planeta já atingiu o "ponto de não retorno", de acordo com um modelo climático conhecido como ESCIMO.


O risco dos pontos-sem-retorno, que uma vez superados prendem o mundo em uma nova dinâmica, vem sendo discutido há décadas. Recentemente, houve avisos de que alguns desses pontos de inflexão estão se aproximando e são perigosos demais para serem desconsiderados. Neste artigo, os pesquisadores relatam que, no modelo climático da ESCIMO, o mundo já ultrapassou um ponto sem retorno para o aquecimento global.


Na ESCIMO, foi observado que mesmo que todas as emissões humanas de gases de efeito estufa fossem interrompidas imediatamente, o permafrost seguiria derretendo de forma autosustentável por centenas de anos.


ESCIMO é um modelo climático de “sistema terrestre de complexidade reduzida”, que utilizaram para uma análise de 1850 a 2500. Em ESCIMO, a temperatura global continua aumentando até 2500 e além, independentemente da rapidez com que a humanidade reduza as emissões de gases de efeito estufa (GEE) produzidos pelo homem. A razão é um ciclo de derretimento auto-sustentado do permafrost (causado pela liberação de metano), menor albedo superficial (causado pelo derretimento do gelo e neve) e maior umidade atmosférica (causada por temperaturas mais altas). Este ciclo parece ser desencadeado pelo aquecimento global de apenas + 0,5 ° C acima do nível pré-industrial.


Para interromper o aquecimento autossustentável com base neste modelo ESCIMO, enormes quantidades de CO2 precisam ser extraídas da atmosfera para que o aquecimento global seja controlado.


Os pesquisadores ressaltam que é preciso que outras análises, com base em outros modelos climáticos mais abrangentes, sejam feitas e incentivam que outros pesquisadores o façam e relatem as descobertas.




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