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Surpreendentes taxas de crescimento são registradas em corais de águas profundas



Pesquisa publicada na edição de junho da revista Coral Reefs revelou taxas de crescimento inesperadamente altas para corais fotossintéticos em águas profundas. O estudo mediu as taxas de crescimento de corais chamados Leptoseris em águas profundas no Havaí e encontrou taxas de crescimento entre 7,5mm e 25mm por ano.


O novo estudo, liderado por Samuel Kohng, do Departamento de Oceanografia da Universidade do Havaí, muda a hipótese de que os corais profundos crescem de forma extremamente lenta. Até recentemente, uma única espécie de Leptoseris fragilis coletada a 60m no Mar Vermelho era usada no padrão de crescimento para espécies de corais fotossintéticos em águas profundas, registradas com 1 mm de crescimento por ano.


Muito pouco se sabe sobre as taxas de crescimento de corais na zona mesofótica, uma área no oceano abaixo de 130 pés (40m) até cerca 500 pés, cerca de 110m. Na extremidade inferior da faixa de profundidade, a luz solar disponível para as espécies de Leptoseris deste estudo é inferior a 0,2% em comparação com os níveis de luz da superfície.


O acesso a essas profundidades requer equipamento técnico de mergulho, submersíveis ou ROVs científicos, tornando a pesquisa e as observações escassas. Para este estudo, a equipe coletou quatro colônias de Letptoseris no canal de Au'au, no Havaí, usando os submersíveis Pisces IV / V.


Eles descobriram que uma espécie, em particular, Leptoseris hawaiiensis, apresentava taxas de crescimento entre 1 polegada (25 mm) por ano a 225 pés (68m) e 0,3 polegadas (7,5 mm) por ano a 360 pés (110 m) de profundidade.

Maximizando a absorção de luz


A equipe de pesquisa descobriu que esses especialistas em águas profundas e com pouca luz empregam uma estratégia interessante para dominar seu habitat preferido. Seus esqueletos finos e formato de placa permitem um uso eficiente de carbonato de cálcio para maximizar a área de superfície para absorção de luz enquanto utilizam recursos mínimos para formar seu esqueleto. Esses corais finos apenas crescem radialmente para fora, não para cima e não engrossam com o tempo, como corais incrustantes ou maciços.



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