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Vazamento de gás causa incêndio no mar no Golfo do México


Nesta sexta-feira, dia 02 de julho, as redes sociais foram invadidas por imagens do incêndio causado por um vazamento de gás em um óleoduto submarino no Golfo do México. As instalações se romperam na manhã do dia 02 e deixaram a superfície do oceano em chamas. De acordo com a estatal mexicana Pemex, o problema aconteceu a oeste da península de Yucatan, onde ficam os famosos balneários de Cancun e Cozumel, no México.


O desastre começou no campo de petróleo de Ku Maloob Zab, que é o carro-chefe da Pemex, e durou cerca de cinco horas até ser controlado.


Pra ter uma ideia, esse local é o maior produtor de petróleo bruto da companhia, responsável por mais de 40% da produção diária de 1,7 milhão de barris.

Em comunicado à imprensa, a Pemex disse que vai apurar as causas do acidente.

E com mais este acidente envolvendo a extração de petróleo no Golfo do México, não tem como não lembrar de um dos maiores desastres ambientais da história, que aconteceu há pouco mais de onze anos, também no Golfo do México.


Em 20 de abril de 2010, a plataforma marinha Deepwater Horizon, da British Petroleum explodiu na costa do estado da Louisiana, e deixou 11 mortos e o maior derramamento de óleo da história dos Estados Unidos, com mais de 750 milhões de litros de petróleo sendo liberados no mar. Este óleo devastou não só a vida marinha, mas também provocou enormes perdas para as indústrias de pesca e turismo.

A BP foi alvo de múltiplos processos judiciais e Em um acordo considerado o maior do tipo na história americana, a empresa concordou em pagar cerca de US$ 20 bilhões, mais de 100 bilhões reais, ao governo federal e aos cinco Estados afetados pela catástrofe ambiental.

E ainda teve de pagar bilhões em compensações a vítimas, famílias, indivíduos e negócios afetados, custos de limpeza, reparação pelos danos ambientais, multas e outras indenizações.

Apesar dessa severa punição financeira, ninguém está preso, e nenhum dos altos executivos da empresa foi responsabilizado, mas o dano causado à vida marinha ainda persiste.

Segundo um relatório divulgado pela Oceana, que é uma das maiores ONGs que trabalha a questão da conservação marinha, nos cinco anos depois da explosão, a população de baleias Bryde diminuiu 22% na região e algumas populações de peixes, camarões e lulas reduziram em cerca de 85%. Também morreram 800.000 aves, 170.000 tartarugas e mais de 8 milhões de ostras.

Ja passou da hora de voltarmos todos os esforços para a busca de outras fontes de energia, outros modos de vida, que dependam menos dos combustíveis fósseis, que além de causarem catástrofes como essas, estão nos levando a um caminho sem volta para a crise climática e o desequilíbrio do planeta.


Até quando vamos insistir nesse caminho?