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Grandes peixes herbívoros impulsionam a evolução das espécies


CREDIT: THE OCEAN AGENCY/ CORAL REEF IMAGE BANK

Um novo estudo, publicado pela revista Nature, revela que as dietas dos peixes de recife determinam a rapidez com que diferentes espécies evoluem. A inovação acrescenta outra peça ao fascinante quebra-cabeça evolucionário dos recifes de coral e dos peixes que vivem neles.


Segundo os pesquisadores da Universadade James Cook, na Austrália, até agora, só se sabia que muitos fatores poderiam ter influenciado o ritmo da evolução dos peixes de recife, mas esses fatores nunca foram examinados por completo e ao construir uma 'árvore da vida' evolutiva para quase todos os peixes associados aos recifes, puderam examinar a variação nas taxas de formação de espécies e perguntar o que a impulsiona.


Essa "árvore da vida" reuniu mais de 6.000 espécies de peixes que vivem em recifes de coral em todo o mundo. Dados ecológicos e geográficos - como dieta e faixa geográfica - também foram coletados para a maioria dessas espécies. Esses dados mostraram que o que realmente importa na evolução dos peixes de recife não é a geografia, mas o que os peixes comem e qual o tamanho deles. Peixes grandes e herbívoros são mais propensos a evoluírem para novas espécies.


Peixes herbívoros, como os peixes-cirurgião e peixes-papagaio, são fundamentais para a diversidade ecológica dos recifes de coral atualmente e o estudo sugere que esses peixes também abriram caminho para os recifes de coral atuais evoluírem e florescerem.


Ao se alimentar das algas que competem com os corais, os peixes herbívoros também podem ter ajudado os corais a se expandirem com o tempo. Por sua vez, essa expansão nos corais permitiu a diversificação de outros grupos de peixes de recife que dependem deles.


E esses peixes herbívoros - grandes e pequenos - ainda mantêm recifes de coral até hoje e são o elemento-chave que estabeleceu os recifes de coral como são hoje.


"Compreender como os recifes são construídos ao longo de sua evolução significa que podemos alcançar uma melhor compreensão dos processos fundamentais que os mantêm em um estado saudável hoje", disse Alexandre Siqueira, autor principal do estudo.

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