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Novas tecnologias no combate ao lixo no mar

Entre 4,7 e 12,3 milhões de toneladas de plástico vão para o oceano todos os anos. 80% deste total são provenientes de atividades realizadas em terra. E os rios são os principais responsáveis por carregar estes resíduos para o mar.

Por isso, um grupo de engenheiros está usando a tecnologia para buscar novas formas de interceptar este resíduo antes de chegar ao oceano.


Na Malásia, um grupo de trabalhadores está tentando aplicar esta tecnologia no rio Klang, um dos mais poluídos do mundo. A corrente do rio leva os resíduos até uma barreira, que se afunila em direção a uma embarcação chamada de "The Interceptor", ou "O interceptador", em português. Esta é uma das quatro embarcações que estão sendo testadas pela empresa holandesa The Ocean Clean Up.

A ideia foi vislumbrada por Boyan Slat, que na época era um estudante de 16 anos e decidiu dedicar a vida a combater o plástico no oceano.

Ele conta que tomou a decisão quando em uma viagem à Grécia, quando foi mergulhar e esperava ver todas aquelas coisas lindas dos documentários da televisão, viu mais sacolas plásticas do que peixes.


Quando começaram a empresa, em 2013, focaram no plástico que já estava no oceano, e olharam para as grandes ilhas de plástico no oceano, mas dois anos depois se deram conta que era preciso trabalhar nas duas frentes.


Estudos indicam que 80% da poluição plástica do oceano são provenientes de cerca de mil rios. A maior parte deles na Ásia, África e América do Sul. Barcos como The Interceptor foram instalados em rios na Malásia, Indonésia, Vietnam e República Dominicana e cada um deles tem coletado uma média de 50mil quilos de resíduos por dia, o que equivale a cerca de 2/3 dos resíduos plásticos que passam por esses rios. Junto com os governos locais, a The Ocean Clean Up dá a destinação adequada e possível no sistema de tratamento de resíduos de cada país.


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