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Registro raro de cachalote pigmeu no Rio de Janeiro


No último sábado, dia 31 de julho, um cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) encalhou vivo na praia do Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. Vários vídeos de pessoas que estavam na praia circularam pelas redes sociais chamando bastante a atenção pra este que é um acontecimento raro, já que o cachalote pigmeu é uma espécie oceânica, ou seja, vivem normalmente longe da costa, mas de vez em quando aparece um perdido por aí.

Quando as imagens começaram a circular, alguns especialistas já esclareceram que tratava-se de um cachalote da família dos cachalotes anões ou pigmeus. As cachalotes tem uma enorme cabeça quadrada que corresponde a cerca de um terço do comprimento do corpo, que pode chegar a 18 metros de comprimento e pesar mais de 50 toneladas, no caso dos machos.// As fêmeas são um pouco menores, mas ainda assim muito grandes. Já os cachalotes pigmeus são bem menores e tem por volta de quatro metros de comprimento. São considerados ameaçados de extinção como todos os cetáceos, apesar da deficiência de dados sobre a especie.

Não se sabe ainda o que trouxe este cachalote pigmeu até a praia do Leme. O Projeto de Monitoramento de Praias foi acionado, a equipe do Maqua, o Laboratório de Mamíferos Marinhos e Bioindicadores da UERJ foi designada para o atendimento no local, mas o animal, que tinha escoriações pelo corpo, infelizmente, não resistiu e morreu.

Para saber mais sobre o cachalote-pigmeu:

https://bioone.org/journals/mammalian-species/volume-2008/issue-819/819.1/Kogia-Breviceps-Cetacea-Kogiidae/10.1644/819.1.short?tab=ArticleLink